quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Teatro - Não É A Mamãe X Quem Manda Aqui Sou Eu

ERRO Nº 4

Demonstra o erro de querer transformar a namorada na imagem da mãe

Com bom humor, provoca reflexão sobre as expectativas que cada um tem sobre o relacionamento.

Faz parte de "O Jogo dos Oito Erros no Namoro Cristão"


(menina impaciente esperando pelo namorado)
MENINA: Felipe!!!!!
MENINO: Felipe de novo? Mamãe disse que você tem que me chamar de fefê!
MENINA: Ai meu deus, comigo não tem esse negócio de fefê. Pra mim é amor!
Ô Felipe, eu tô te esperando aqui há 40 minutos. Você sabe o que são 40 minutos?
MENINO: Ora, mas a minha costeleta...
MENINA: O que é que tem a sua costeleta? Você me deixa aqui esperando por isso?
MENINO: Mas ela demora pra fazer.
MENINA: Óh meu Deus.... demora pra fazer?
MENINO: E mamãe ainda tinha que passar essa roupinha ora. E aí?! Gostou?
MENINA: Felipe, eu to aqui esperando há 40 minutos, o que é que sua mãe tem a ver com isso?
MENINO: Olha! Na verdade eu te trouxe aqui pra gente almoçar no shopping. Porque na semana passada você fez um lasanha que... tava uma gororoba...
MENINA: Hã???
MENINO: Eu comi foi por educação. E também porque teu pai tava lá e eu tava na tua casa. Mas assim é , minha mãe já se prontificou pra você ir lá em casa, e aprender a cozinhar devagar com ela.
MENINA: Mas eu não to acreditando, eu parei minha vida, tirei um domingo inteirinho pra ir ao supermercado, comprar uma lasanha, gastei meia hora pra colocar no micro-ondas. E você vem dizer pra mim que tava ruim Felipe?
MENINO: sabe como é que é. Como mamãe sempre diz: “mulher tem que saber cozinhar, passar e lavar”. Não é que você vai fazer essas coisas sempre. Mas senti um pouco esse tecido, olha: golinha lisa, retinha, tudo assim, bem passado.
MENINA: Amor, quando você começou a namorar comigo você sabia que eu não sei nem lavar, nem passar e nem cozinhar. Eu não sei fazer nada, eu tenho empregada na minha casa. E se um dia você quiser que eu faça alguma coisa pra você, vai ser tipo assim... num dia de chuva, um dia de tempestade, uma calamidade pública. Pra eu fazer um arrozinho papado e um feijãozinho com aguinha rala.
MENINO: Olha! Minha mãe já se prontificou pra você aprender com ela. Ó, minha mãe... foi meu primeiro amor... minha mãe, é a mulher da minha vida. Ela sempre cuidou de mim. Barbinha feita; bem arrumado; Danone; frutas pra cuidar da pele. Bem que você podia aprender com ela.
MENINA: Felipe, vamos lá! O que é que a bíblia fala? Quando um marido se junta a sua mulher ele deixa a sua família. Meu amor, não vai ter sua mãe, vai ser só eu e você. Tudo do nosso jeito, do meu jeito. E tem mais, a comida que a gente comer vai ser a que a empregada fizer, a roupa vai ser a que a empregada lavar e passar. Não vai ser o que a sua mãe falar, ela não vai dar palpite. Vai ser na nossa casa e quem vai mandar na nossa casa sou eu, não vai ter sua mãe.
MENINO: Como assim sua casa?! Se a gente vai morar com a mamãe?!!
MENINA: Quer saber de uma coisa?! Fica com a sua mãe. Eu não quero mais saber de você, da sua mãe, de shopping, de mais nada!! (vai embora)
MENINO: Bem que mamãe disse...
FIM
 

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